Mapeamento das linhas de plantio com drones

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No Brasil, desde os primórdios da colonização até o século XXI, a agricultura é uma das principais bases da economia.  Sua evolução provém de extensas monoculturas para a diversificação da produção. Inicialmente, produtora de cana-de-açúcar, passando pelo café, e chegando a alta produtividade de soja.

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Imagem: Revista Plantar

A economia brasileira deve muito a este setor que representa 22,8% do PIB (2013), e vem, recentemente, equilibrando o baixo desempenho dos outros mercados. Em 2014 foram cultivados um total de 56,8 milhões de hectares, sendo as principais culturas de soja (31 milhões de hectares), cana-de-açúcar (9 milhões de hectares) e milho (6,21 milhões de hectares). O restante das culturas representam 10,59 milhões de hectares.

 

Nosso país é o principal produtor e exportador de açúcar e etanol da cana-de-açúcar, além de ser mundialmente conhecido por seus produtos sustentáveis e seu desenvolvimento tecnológico. Dos nove milhões de hectares plantados, o estado de São Paulo representa 51% deste total: é exatamente sobre este mercado que iremos tratar neste texto.

O etanol é um combustível que emite até 90% menos gases causadores das mudanças climáticas se comparado à gasolina. Além disso, é mais barato (segundo a ANP, trata-se da melhor opção em 80% dos postos de combustíveis da capital de SP) e fabricado a partir de fonte renovável, ou seja, pode ser produzido indefinidamente, desde que haja condições mínimas, como sol, chuvas e terra para a plantação. No Brasil, o etanol é fabricado a partir da cana-de-açúcar – uma planta que, durante o seu crescimento, absorve CO2 da atmosfera.

 

A produção e utilização da cana-de-açúcar e do etanol em larga escala geram mais de um milhão de empregos em todo o Brasil, levando crescimento econômico a mais de mil municípios e reduzindo o consumo de petróleo em até 200 mil barris por dia. E ainda se pode aproveitar o bagaço e a palha da cana para gerar energia elétrica. Não seria exagero dizer, portanto, que, ao oferecer benefícios econômicos, ambientais e sociais, o etanol é um dos combustíveis mais sustentáveis que existem.

No Estado de São Paulo, a Lei nº 11.241 de 2002 controla a queimada da cana-de-açúcar para despalha e institui um cronograma para que a totalidade dos canaviais deixe de ser queimados, estipulando o prazo máximo para 2021 em áreas mecanizáveis e 2031 para áreas não mecanizáveis.

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Imagem: Ciência Hoje

Porém, no protocolo ambiental assinado entre o governo do estado e a ÚNICA em 2007, ocorreu a antecipação dos prazos. No ano de 2014, plantações que estiverem em áreas com declividade de até 12% não poderão mais ser queimadas, existindo somente a colheita mecanizada da cana crua. Nas demais áreas, o prazo é até o ano de 2017.

Este protocolo impulsionou o investimento em mecanização dos processos de plantio e colheita por meio de máquinas com piloto automático via receptores GPS, aumentando a produtividade e competitividade do setor. Todavia, neste processo de mecanização identificou-se um problema para as usinas: “Como colher de forma automática as áreas que foram plantadas de forma manual?”.

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Imagem: Kiau Notícias

A resposta veio com o avanço tecnológico, através do mapeamento aéreo realizado com os drones. Essa solução possibilita identificar as linhas do plantio, que são exportadas para as colheitadeiras que as utilizam como referência no campo, e, com isso, consegue-se colher de forma automática diminuindo o seu custo, aumentando sua produção, eficiência e consequentemente, seus lucros.

Devido à baixa resolução espacial das imagens de satélites, o mapeamento aéreo convencional utilizando aeronaves tripuladas não era viável, assim, o desenvolvimento desta solução não era possível. Porém, a evolução causada pela chegada dos drones transformou o cenário de mapeamento das linhas de plantio, abrindo possibilidades de criação de um produto inovado, que permite a automação do processo de colheita e aumento do nível de produtividade do setor.

Mapeamento das linhas de plantio

Mapeamento das linhas de plantio

No mercado de cana-de-açúcar, onde o corte de custo é essencial para lucratividade do setor, o mapeamento das linhas do plantio através de drones busca inovar em um processo anteriormente executado de modo manual e cumpre bem este papel, praticando uma das principais funções da tecnologia é automatizar processos aumentando a eficácia e eficiência.

A Droneng acredita no poder de transformação através da tecnologia e com base em sua experiência no mercado de geotecnologia desenvolve soluções para problemas reais. Entre outras soluções, em parceria com a Sensormap, fornecemos o mapeamento das linhas do plantio. Entre em contato e descubra como podemos ajudá-lo.

 

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2 Comentários


  1. Manoel, estes mapeamentos são realizados por contratação, ou seja, uma empresa proprietária de fazenda, contrata os serviços de drones para mapear seu imóvel?
    E a extensão destes imóveis, tem muita ou pouca influência nos custos? Finalmente, quanto custa estes serviços?

    Responder

    1. Fala Josias, tudo bem?

      Isso Josias, o proprietário contrata uma empresa como a Droneng por exemplo, para mapear sua área e gerar soluções de acordo com suas necessidades, a extensão dos imóveis tem total influência nos custos, já em relação aos custos isso é muito relativo e depende das características da propriedade e finalidade do mapeamento.

      Obrigado pelo contato,

      Forte abraço!

      Responder

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