Semana de Workshops da Droneng: mais de 360 alunos participaram das palestras

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Mais de 360 pessoas de todo o Brasil puderam acompanhar, durante os cinco dias de palestras, as diversas aulas que foram oferecidas na semana de workshops da Droneng.

No último dia (15/03/2019), o Engenheiro Civil e Orçamentista, Marcos Alberto Kepler, foi o primeiro a conduzir as palestras de sexta-feira.

Na aula, foi apresentado aos alunos detalhes de como os produtos gerados pelos drones foram utilizados em um projeto de mapeamento de 260 km de uma rodovia no Rio Grande do Sul.

No estudo em questão, foram tiradas mais de 25 mil imagens, em uma área de um total de dez milhões de metros cúbicos. Os prazos para esse trabalho foram muito curtos, cerca de dois a três meses.

Essa metodologia que foi adotada no projeto apresentou algumas vantagens, que entre elas estão a redução de custos e maior nível de detalhamento.

PERGUNTA X RESPOSTA

Abaixo estão algumas dúvidas que surgiram durante o workshop.

Arthur Marcal: Qual foi a distribuição e distanciamento dos pontos de controle e pontos de check em solo para este case?

Marcos: “Na região de serra foram implantados pares, um em cada lado da plataforma, a cada 1 km. E na região mais plana, foram implantados a cada 2 km. Agora, dos pontos de check eu não sei, realmente confesso que de cabeça não me lembro. A gente não especificou isso, mas é um ponto importante e sim, na minha opinião pessoal, poderiam ser adotados mais pontos de check, só que claro, isso tem que ser avaliado também a questão da finalidade do estudo”.

Flávio Alberto: Qual a distância mínima adotada entre poligonais de cada voo (sobreposição sequencial de um voo para o outro)?

Marcos: “Os voos foram feitos com base no raio por rádio de controle, no alcance do rádio o controle do drone ficou entre 5, 6 km, então a pessoa que operou o voo podia voar 5 km para frente e 5 km para trás do ponto de decolagem. Mas, essa sobreposição foi feita com os pontos de controle, que foram usados para essa junção. Os pontos de junção foram implantados a cada 1km e na região mais plana a cada 2 km”.

Na última palestra da semana (15/03), o Engenheiro Agrimensor e fundador RTM Topografia, Ronaldo Mori, apresentou aos alunos alguns projetos de loteamento realizados por sua empresa, no qual foram utilizados drones. Além disso, também mostrou as diferenças em usar a topografia convencional.

O principal objetivo da palestra foi mostrar aos alunos o projeto de um cadastramento de 310 casas com respectivos terrenos, para fins de Regularização Imobiliária.

Entre os fatores aplicados durante à execução do trabalho, foram apresentados:

– Planejamento da missão de voo.

– Implantação de pontos de controle, pontos de checagem e bases.

– Rastreio com GPS pós-processado dos pontos de Controle/Bases e levantamento com RTK dos pontos de checagem.

– Levantamento com estação total.

– Processamento de imagens.

Além disso, o Ronaldo passou detalhes da sua experiência utilizando os drones. Ele possui 20 anos de experiência com topografia convencional e contou aos alunos que os drones chegaram para ficar e que na sua empresa, hoje, todos os projetos utilizam esse método.

PERGUNTA X RESPOSTA

Algumas dúvidas foram enviadas ao palestrante durante o workshop, no qual duas estão abaixo.

Gerson de Oliveira: Qual software utilizado para projetos de loteamento?

Ronaldo: “Gerson, você tem que ter um software específico para o processamento das imagens. Uma vez processado, cada um vetoriza na plataforma que for mais interessante. Aqui nós vetorizamos no AutoCAD Map”.

Marcelo da Silva Santos: Minha dúvida é, como feita a identificação dos imóveis que possuem três ou mais residências, porque na foto aérea provavelmente a cobertura é homogênea em alguns imóveis e isso dificulta através da fotos vocês vetorizarem.

Ronaldo: “Então Marcelo, esse trabalho em específico teve uma complexidade muito grande, onde houve envolvimento por parte da prefeitura e uma assistente social visitou cada casa. Uma coisa é a gente ter três famílias e outra coisa é a gente ter três edificações. Houve as duas situações. O trabalho de vetorização é rápido, mas a gente tem que ser cuidadoso. A resolução é muito grande. Então, uma imagem com essa qualidade, você tem como fazer a vetorização com eficiência e obter essa divisão. A imagem que estava nos slides realmente parece homogênea, mas você tem uma definição extraordinária para cadastro técnico”.

DEPOIMENTOS

Com alunos de todas as regiões do Brasil, os workshops serviram de formas diferentes aos seus participantes. Alguns deles puderam aprender, estudar e aprofundar conhecimento, além de tirar dúvidas frequentes dessa área.

Renata Jordan Henriques, de Belo Horizonte, Minas Gerais, contou à Droneng o que achou da semana de workshops: “O workshop foi bom, deu uma boa geral no assunto”, disse.

Wesley Barbosa, de Paragominas no Pará, nos falou suas impressões sobre as palestras. “Gostei, foi falado bastante coisa no workshop, e o meu interesse mesmo era de aprimorar mais o trabalho que já venho desenvolvendo há muitos anos aqui no estado do Pará”, finaliza.

DIFERENCIAL

A grande diferença e inovação da semana de workshops da Droneng foi em relação às suas aulas serem online, com a possibilidade de interação imediata entre os palestrantes e alunos. As perguntas que surgiam eram enviadas aos professores e respondidas durante os trinta minutos finais da aula.

Todos os participantes que não puderam acompanhar as palestras em tempo real, terão a possibilidade de assistir às aulas na plataforma dos cursos durante o período de seis meses. Além disso, todos receberam um certificado de conclusão de 10 horas.

Quem não participou dessa semana de workshops, mas tem interesse em participar das próximas, pode se inscrever na lista de espera e receber em primeira mão todas as informações.

E aí, o que você achou da semana de workshops da Droneng? Deixe seu comentário aqui!

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