Drones e meio ambiente: Conheça o projeto de Ana Alencar

Tempo de leitura: 5 minutos

Conheça um pouco do trabalho realizado pela Ana Emília Barboza de Alencar, que atualmente está trabalhando com projetos que ajudam na solução de problemas ambientais, utilizando a tecnologia dos drones como aliada nesse caminho de auxílio ao meio ambiente.

Quem é?

Ana de Alencar tem 37 anos, é Bióloga de formação, Mestre em Geociências pela UFPE e autora do livro “Caracterização Batimétrica, Sedimentológica e Geoquímica do Estuário do Rio Mamanguape – PB”.

Ela já trabalha há 12 anos com geoprocessamento e em 2018 realizou um antigo sonho e fundou sua empresa em Recife, a GISdrone, baseada em princípios de sustentabilidade e conservação.

Com experiência em biologia e geologia marinha, Ana vem se especializando no mapeamento de regiões costeiras, com atuação no Norte – Nordeste.

Como conheceu os drones?

 Ana contou à Droneng que começou sua pesquisa sobre Drones assim que as primeiras notícias relacionadas ao tema surgiram na internet.

Como já atuava na área de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, foi natural meu interesse pela nova ferramenta de aquisição de dados, que prometia excelente resolução espacial e domínio sobre o tempo de revisita dos locais de interesse, disse Ana.

Porém, Ana ainda fala que apesar das inúmeras vantagens, naquela época os equipamentos ainda eram inacessíveis financeiramente para a maioria das pessoas e instituições.

Como surgiu a ideia desse projeto envolvendo o meio ambiente?

Desde cedo busquei compreender, em minhas pesquisas acadêmicas, como os parâmetros abióticos influenciavam na biodiversidade e na dinâmica de populações, interesse que me acompanhou durante toda a vida profissional.

Passei a correlacionar a geologia e geomorfologia costeiras com a biologia marinha, gerando mapas temáticos para elucidar desde possíveis causas de encalhes de animais marinhos, até a dispersão de manchas de óleo no mar.

Percebi que existia uma carência nessa área e demanda latente por soluções rápidas e inovadoras.

No início senti alguma resistência externa pelo caráter multidisciplinar das ideias, e resolvi empreender para ter a liberdade de implementá-las da maneira na qual eu acreditava, e com foco na inovação, contou Ana.

Como surgiu a ideia de usar drones no projeto?

Ana contou à Droneng que quando percebeu a potencialidade da ferramenta, resolveu incorporá-la ao seu desejo de empreender, utilizando a tecnologia na solução de problemas ambientais e subsídio a tomadas de decisão.

Com a popularização do uso e redução do preço dos equipamentos, realizei cursos de capacitação na área, adquiri um Drone adequado à minha demanda, e comecei a realizar pequenos projetos com o objetivo de ganhar experiência e montar um portfólio de trabalho.

Nesse meio tempo firmei parcerias e nunca deixei de me capacitar.

Estruturei a empresa e fui galgando voos maiores, que culminaram no mapeamento de recursos naturais em uma área de 4.000 ha, utilizando o Phantom 4 Pro em prol da conservação do peixe-boi marinho.

Hoje, como os drones são utilizados no projeto?

Ana utiliza os drones para aquisição de imagens aéreas (fotos e vídeos) em áreas suscetíveis do ponto de vista ambiental e monitoramento de fauna.

Além disso, ela também planeja e executa projetos de mapeamento aéreo para medição de áreas degradadas ou em recuperação, levantamento de recursos naturais, definição de áreas prioritárias e acompanhamento periódico de locais de interesse.

Quais seriam as limitações do projeto sem o uso dos drones?

Acredito que a possibilidade de visualizar o mundo de cima traz inúmeras vantagens para qualquer análise territorial, especialmente na área ambiental, onde os parâmetros podem mudam bruscamente em função de fenômenos naturais ou interferência antrópica, resultando em modificações visíveis na paisagem.

Como já atuo com cartografia temática, através de softwares SIG, a principal limitação de não possuir o Drone como ferramenta de trabalho seria a ausência de imagens atuais georreferenciadas e em alta resolução espacial, para serem utilizadas como mapa base na sobreposição dos layers.

Para mim, a possibilidade de mapear áreas de forma sistemática, e de acordo com o planejamento do pesquisador, é a grande vantagem dessa tecnologia disruptiva.

Quais são os planos futuros do projeto?

Por fim, Ana disse que pretende investir em novos equipamentos com maior autonomia de voo e sensores intercambiáveis, visando ampliar as possibilidades de aplicação e respostas ambientais correlatas, em trabalhos que exijam a utilização de dados termais e multiespectrais.

Para mais informações sobre esses projetos, acesse: https://www.gisdrone.com.br/

Para qualquer contato é só utilizar o e-mail: contato@gisdrone.com.br

A Droneng agradece à Ana Alencar por dividir e contar pra gente um pouco do seu projeto. Obrigado!! 

Webinar Vetorização

Já está sabendo do próximo webinar que será realizado pela Droneng?

As plantas topográficas geralmente são o produto final que devemos entregar para o nosso cliente, onde é possível realizar o processo de vetorização das feições mapeadas.

Sua confecção dentro de um projeto de mapeamento aéreo é de suma importância para que se tenha uma apresentação agradável dos produtos cartográficos gerados.

E você, já sabe todas as etapas para confeccionar com qualidade uma planta topográfica? E o processo de vetorização?

É esse o conteúdo que você vai ter acesso durante o nosso webinar no dia 18 de julho.

Aproveite e já faça sua inscrição, é gratuito! Estamos te esperando. 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *