Mapeamento de estrada: entenda quais são os principais desafios!

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No post anterior falamos com os clientes do case “Mapeamento de 260km em 60 dias”. Hoje trazemos uma entrevista exclusiva com o especialista técnico responsável por esse projeto e que estará ministrando o Workshop Construção Civil – Projetos de Estradas na DroneMap Tech.

Maurício Campiteli é Engenheiro Cartógrafo, formado pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente em 2016. Entrou na DronEng Drones e Engenharia como estagiário em 2015 sendo contratado pela mesma organização em 2017. Atualmente Campiteli integra o grupo de técnicos da empresa sendo especialista em levantamento fotogramétrico e ministra os cursos de Topografia e Ambiente Rural com Phantom e o Mapeamento Aéreo Urbano. Além disso, ele compõe a equipe técnica da empresa Mapear com Drones que faz parte do grupo DronEng.

Desafios do Projeto de Mapeamento de Estradas

Os desafios de se fazer um projeto dessa dimensão em tão pouco tempo são enormes. Para você ter uma ideia, com a topografia convencional esse projeto seria executado em seis meses dada a necessidade de detalhes e minúcia. O Engenheiro Cartógrafo Maurício Campiteli lembra que o tempo foi um dos fatores de maior desafio, pois as etapas de entregas eram feitas semanalmente. “Tínhamos apenas dois meses para adquirir os dados em campo e processá-los”, explica.

A etapa de planejamento é muito importante em um projeto e é ela que responderá se é possível que a entrega atenda ao tempo necessário. Após essa avaliação, o corpo técnico entendeu que com o planejamento o mapeamento era executável. “A gente bateu muito no planejamento desde a equipe que ia a campo, quem iria fazer a coleta dos pontos de apoio e como seriam entregues esses produtos gerados”.

Ele explica ainda que foi preciso escolher uma metodologia específica levando em consideração todos os fatores do mapeamento. “Adotamos uma metodologia comprovada para definir as estratégias como a quantidade e distribuição dos pontos de apoio, plano de voos e técnicas de processamento para voos lineares. A maior dificuldade foi em relação à Serra, pois havia uma grande variação do relevo e uma segunda metodologia foi aplicada para atender as necessidades do projeto”, afirma Campiteli.

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Execução

Uma equipe de apoio foi terceirizada e começou a coletar os pontos de apoios dez dias antes com o coletor GSS e logo após a equipe de levantamento com o Vant Batmap iniciou o processo de coleta das imagens. Os dados eram enviados semanalmente via correio, um outro desafio, pois às vezes havia atrasos e a equipe teve que ganhar tempo e adiantar tudo o que fosse possível.

O tempo de envio dos dados era controlado, pois como a equipe estava no interior do Rio Grande do Sul e as entregas eram feitas por correspondência não podia acontecer atrasos significativos, pois poderia comprometer o tempo de entrega do projeto.

Avaliação dos pontos de apoio

Nessa questão de pontos de apoio era feita uma avaliação diária dos pontos, pois caso algo aparecesse fora dos parâmetros era preciso fazer uma nova coleta dos pontos. “A avaliação era ostensiva e ritmada, então tinha que apresentar os padrões necessários para este determinado tipo de projeto”.

Voos

Em relação ao voo, ele tinha que ser planejado de acordo com a equipe de campo e tinha que ser pensado onde que o Vant tinha que pousar e decolar. “Então foi planejado todos os pontos de decolagem, qual era a área que seria mapeada em cada voo e onde tinha que finalizar o voo em cada semana”. Isso era feito para estabelecer uma comunicação entre as entregas já que as entregas eram feitas de maneira parcial no prazo de sete dias.

Processamento

No processamento a grande quantidade de dados a serem processados e as características do tipo de voo, no caso de corredores (lineares), exigiu da equipe técnica uma atenção redobrada para que não houvesse erros que ocasionassem atrasos nas entregas parciais.

Além disso, os dados processados eram enviados pela internet e às vezes demorava até um dia inteiro para serem encaminhados, isso fez com que a equipe ficasse totalmente focada para a finalização da geração produtos cartográficos para compensar as horas de envio.

Campiteli lembra ainda que era a primeira vez que a Azambuja utilizou informações geradas por meio de mapeamento aéreo com drones sendo necessário um trabalho de pós-venda com a equipe técnica.

Sei que você está curioso para saber os detalhes do case “Mapeamento de 260km em 60 dias”. O Engenheiro Cartógrafo Maurício Campiteli irá falar de maneira detalhada todos os desafios, aprendizados e dar a você importantes macetes que só a experiência de um engenheiro pode trazer. Então garanta já a sua participação na DroneMap Tech!

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