Investimentos para começar seu negócio no mercado de drones

Tempo de leitura: 8 minutos

É necessário ter um objetivo definido: quais serão as aplicações do seu negócio no mercado de drones? Aprenda a trilhar esse caminho com essa matéria.

A intenção dessa matéria é orientar a respeito dos investimentos necessários para ingressar no mercado de mapeamento aéreo utilizando drones.

DEFINIR QUAL SERÁ O SEGMENTO DE SUA APLICAÇÃO

Há três formas de definir onde você se encaixará no mercado: você já utiliza drones, mas não para mapeamento; faz mapeamento mas não utiliza o drone para isso; ou ainda não conhece o drone nem faz mapeamento. Não tem problema, estamos aqui para te orientar!

Inicialmente, é necessário ter um objetivo definido: quais serão as suas aplicações? Em qual segmento de mercado suas aplicações serão melhor recebidas?

Uma dica para fazer a pesquisa de mercado é aproveitar o know-how, ou seja, conhecimento prático do seu segmento. Por exemplo: se você já trabalha no mercado de construção, analise como o drone pode substituir ou agregar valor no que já é feito. Caso seja algo totalmente novo para você, utilize sua rede de contatos, conversando com profissionais de diferentes áreas para entender melhor sobre cada tipo de mercado. Em ambos os casos, vale investir algum tempo consumindo nossos materiais gratuitos, pois te ajudarão a entender um pouco mais sobre o que é possível realizar – em termos de mapeamento com drones – em cada segmento de mercado.

CAPACITAÇÃO

Após definir a sua aplicação, ou, ao menos, ter uma ideia do que pretende fazer, é hora de compreender a fundo como você oferecerá a solução para seus futuros clientes! A alma de qualquer empresa são os profissionais e suas qualidades técnicas. Portanto, a etapa de capacitação é de extrema importância.

É necessário entender detalhadamente as etapas de mapeamento. Quais são e como realizar cada processo? Dentre eles, podemos citar: o planejamento de voo; coleta dos pontos de apoio (caso necessário); a aquisição das imagens com o drone; o processamento dos dados e a geração da base cartográfica. A partir da base cartográfica, você poderá realizar as aplicações pertinentes ao projeto solicitado, como, por exemplo: cálculo de área, volume, perfil, etc.

Para entender estes processos, utilizando toda a teoria advinda da aerofotogrametria, dispomos de duas modalidades de cursos: online e presencial. Muitas dúvidas surgirão na hora de escolher o curso que te oferecerá uma nova oportunidade de trabalho!

É uma escolha bastante particular, pois cada um se adapta melhor a um estilo de curso. Você deve escolher aquele que te deixa mais confortável e que te trará maior conhecimento técnico – com qualidade – em menor tempo.

A vantagem do curso online está na mobilidade: você pode estudar quando e onde quiser! Você obterá o conhecimento em seu tempo, será o gestor do próprio aprendizado.

Porém, se você não dispõe desse tempo, a melhor opção é o curso presencial, que, além de já oferecer o curso e suporte online, também vai te proporcionar a realização prática de um projeto de Engenharia, do começo ao fim; seu conhecimento será consolidado em menor tempo. Sem contar, é claro, o networking feito com os professores e alunos de diferentes mercados e regiões do Brasil.

EQUIPAMENTOS

Agora, você já sabe quais soluções oferecerá e como fará isso! Começa a etapa da escolha dos melhores equipamentos para o seu negócio. Será necessário um drone para a obtenção das imagens; um hardware robusto e um software de processamento.

Neste ponto, é importante ressaltar que você pode terceirizar algumas etapas. Caso você pretenda fazer a obtenção das imagens na área do projeto, mas não queira investir em hardware e software, é possível contratar alguma empresa especializada em processamento de dados, que vai gerar as informações que você precisa!

Outro exemplo, é a terceirização da coleta dos pontos de apoio (feita com um receptor GNSS, ou “GPS Geodésico”): é possível contratar uma empresa de topografia para realizar o levantamento dos pontos que você planejou; isso, é claro, se o seu projeto necessitar dos pontos de apoio. Dito isto, vamos aos investimentos.

DRONE

Ao longo do tempo, o termo drone foi sendo popularizado pela mídia. Tecnicamente, a nomenclatura correta é VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) ou “Aeronaves Remotamente Pilotadas” (RPA – Remotely Piloted Aircraft). Devido à popularização do nome, mencionaremos, nesta matéria, como drone. Ele vai fornecer a maior fonte de informações do seu projeto: as imagens. É a partir delas que as outras informações serão extraídas.

Pode ser dividido em duas classes: multirotor e asa fixa. Ambos têm vantagens e desvantagens, mas isso é mensurado em relação à sua aplicação! Portanto, caso ainda não a tenha definida, não é hora, ainda, de fazer esta escolha. Caso já tenha algum modelo, você pode começar o trabalho utilizando o equipamento que possui e, com o tempo, poderá expandir as aplicações e investir em um modelo que atende melhor suas necessidades.

O multirotor possui a vantagem de ter decolagem e pouso na vertical – o que, em alguns projetos, é essencial. Também, é possível fazer um voo circular em torno de prédios, por exemplo, para obter informações das fachadas laterais.

Em contrapartida, o asa fixa possui autonomia de voo muito maior – isso resulta em maior produtividade, principalmente em áreas extensas. O raio de operação maior e a opção de acoplar um RTK ou PPK também são vantagens.

A DronEng comercializa o Batmap I e II (asa fixa) e também o Phantom 4 PRO e Advanced (multirotor). Nestes modelos de multirotor, não é possível adaptar uma câmera multiespectral. Portanto, esta aplicação fica restrita ao asa fixa ou outros modelos de multirotores.

É necessário, também, analisar a câmera embarcada em cada modelo. Como diferem bastante, não é possível afirmar que a câmera do asa fixa é melhor ou pior que do multirotor.

Por fim, de forma geral, o investimento de capital em um asa fixa é mais alto, pois o valor agregado é maior; as aplicações podem ser diferenciadas e os projetos em que será utilizado também são maiores.

HARDWARE

Independentemente de qual drone você escolheu, é necessário ter um hardware para processar as imagens coletadas. Abaixo, seguem três configurações que montamos para te ajudar nesta escolha (vide MATÉRIA: http://blog.droneng.com.br/processamento-de-imagens-de-drone/)

Abaixo, seguem as configurações e valores, cotados no site da kabum.

Intermediária

Intermediária

De forma geral, quanto melhor for a configuração, menor será o tempo de processamento. Em grandes projetos, este tempo influencia diretamente no orçamento e também no prazo de entrega para o cliente.

Estas configurações foram feitas para o Desktop. Caso queira aprofundar neste assunto, indico a última matéria publicada, que diz respeito às diferenças entre desktop e notebook: http://blog.droneng.com.br/qual-melhor-opcao-para-processamento/

SOFTWARE

Você já escolheu sua aplicação, seu drone e seu hardware. Mas, para obter os resultados, é necessário um software de processamento. Atualmente, os principais são: Agisoft PhotoScan Professional e Pix4D Mapper. Ambos realizam o mesmo tipo de processamento. A diferença básica está no valor e na modalidade de licença.

O Pix4D possui licenças mensais, anuais e perpétuas. Esta última tem valor de USD 8700, cerca de R$ 28.700,00. Já o Agisoft PhotoScan possui apenas a licença permanente, no valor de R$ 14.000,00.

Indico o Agisoft PhotoScan, devido o maior custo-benefício, além de ser um software intuitivo e com opção de trocar o idioma para o português. Para fins de mapeamento, consideramos que ambos os softwares geram o mesmo resultado.

RECURSOS HUMANOS

Por fim, mas não menos importante: sua equipe de trabalho. Este é um dos principais motivos do crescimento tão grande do uso do drone para mapeamento aéreo. Por quê? É simples: utilizando a topografia convencional, muitos projetos precisam de uma equipe com 3 ou mais profissionais para chegar ao fim com a qualidade esperada e dentro do prazo determinado. Dependendo do tamanho do projeto e da demanda, é necessário mais de uma equipe de trabalho. Utilizando o drone, além dos investimentos necessários perfazerem um valor menor, a equipe também é reduzida: é possível você realizar o projeto inteiro, sem ter a necessidade de novas contratações. Isso reduz a chance de erros grosseiros, pois a mesma pessoa será responsável por todas as etapas, além de reduzir significativamente o orçamento final do projeto. Logo, seu preço será inferior ao do concorrente, o que trás grande vantagem.

Com o aumento da demanda, é essencial investir em equipes técnicas. E, é claro, quanto mais equipes, maior também o seu rendimento.

Espero que esta matéria tenha te ajudado a planejar e colocar em prática o que pode ser sua futura fonte de renda. Tem dúvidas? Comente abaixo, nossa equipe está à disposição para te auxiliar.

Esse foi um dos temas abordados na MAP WEEK 2018. Não assistiu? Clique abaixo para saber mais:

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