Expectativas para o mercado de drones em 2018

Tempo de leitura: 7 minutos

O que podemos esperar em relação ao mercado de drones em 2018? Mais crescimento, mais inovações? Leia a matéria e veja as expectativas para esse ano.

O ano passado fizemos uma matéria pra comentar sobre os avanços do mercado em 2016 e o que acreditávamos que seria o comportamento do mercado em 2017. O cenário de forma geral ainda é o mesmo, caso você queira entender este cenário, acesse a matéria aqui. Porém, alguns acontecimentos importantes ocorreram em 2017 como a aprovação da regulamentação do mercado pela ANAC.

No dia 02 de maio de 2017, foi anunciado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a aprovação da regulamentação para o uso dos drones. Esse foi um passo muito importante para o mercado que aguardava ansiosamente por essa decisão, a regulamentação foi postada para audiência pública em setembro de 2015 e já se faz necessário algumas atualizações, segundo algumas autoridades do setor esse foi apenas o primeiro passo. Ainda há muito trabalho pela frente.

Um desses passos é a certificação de pilotos para operar aeronaves acima de 400 pés (120 metros). Segundo a regulamentação será exigida uma habilitação do piloto, porém, não foi definido como será o processo para aquisição desta habilitação, qual órgão fará esse processo e expedição da habilitação. Ainda há a necessidade de implementação de algumas medidas, mas isso é um processo natural: primeiro a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) regulamentou a frequência dos rádios, depois o DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) liberou as regras de voos para os drones acessarem o espaço aéreo e na sequência  a ANAC assinou a regulamentação do uso.

Para o mercado de Mapeamento Aéreo ainda há a necessidade de uma atualização na legislação que regulamenta o aerolevantamento, que é de responsabilidade do Ministério da Defesa. O Decreto-Lei 1.177 é de 21 de junho de 1971e é evidente que essa lei encontra-se defasada nos dias de hoje, 47 anos depois. O objetivo deste decreto é resguardar as informações espaciais do país, principalmente para fins militares.

Hoje em dia onde temos o Google Earth que oferece imagens relativamente recente de todo o país, também temos cobertura diária de satélites coletando informações. É preciso rever essa lei, assim como foi necessário com os outros órgãos como ANATEL, ANAC e DECEA, mas tudo é um processo e será inevitável essa atualização, principalmente devido a pressão de prefeituras que tem a necessidade de atualizar suas bases cadastrais, mas não possui recursos para custear os projetos milionários oferecidos pelo aerolevantamento tradicional.

O mercado dos drones é muito amplo, assim, para analisarmos o potencial do mercado de mapeamento aéreo – uma área específica do mercado dos drones como um todo – devemos analisar o potencial dos principais segmentos da engenharia que irão absorver as soluções geradas através dos drones. Nesta matéria vou dar destaque para os dois maiores mercados potenciais para os drones: construção civil e agricultura.

Um dos maiores mercados no Brasil e um dos mais afetados pela crise foi a construção civil, que vem apontando melhoras significativas em 2017 e apresenta uma grande expectativa para 2018. O site Build In “Construção e Informação” trouxe alguns números e tendências:

Mesmo com a lenta recuperação, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da FGV/IBRE, registrou aumento. O crescimento foi de 2,0 pontos em dezembro de 2017, se comparado ao mês de novembro do mesmo ano, fechando com 81,1 pontos. Trata-se do maior nível desde janeiro de 2015.

A perspectiva positiva em relação aos próximos seis meses ajudou a crescer o Índice de Expectativas (IE-CST) em 3,2 pontos a mais. A influência atingiu também o Índice da Situação Atual (ISA-CST), com melhora de 0,9 pontos. Os índices chegaram a 92,6 e 70,1, respectivamente.

A economista da FGV, Ana Maria Castelo, afirma que os aspectos principais para que a indústria da construção volte a crescer são: recuperação da economia e estabilidade política.

Ela diz que “o crescimento da economia deve melhorar o crédito para a indústria avançar e o contexto político será muito importante para essa retomada”, já que os efeitos da lava-jato abalaram a confiança nacional.

Dentre as causas do otimismo para 2018, estão:

  • Queda nas taxas de juros, terminando 2017 com redução de 7,5%, menor nível em 60 anos
  • Melhora do crédito, em consequência da diminuição dos juros
  • Recuperação da economia e do mercado de trabalho, devido ao aumento da confiança
  • Aquecimento do mercado imobiliário

Para ler a matéria na íntegra acesse o site: https://www.buildin.com.br/tendencias-da-construcao-civil/

Já o mercado da agricultura mesmo na crise apresentou bons índices de crescimento, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) acredita que em 2018, no setor agropecuário, boas perspectivas agrícolas para a produção deverão favorecer o setor.

“A projeção para o próximo ano é positiva para o crescimento da economia nacional”, citou a CNA. Em seu cenário base, a instituição projeta crescimento de 0,5% para o PIB/Renda do agronegócio. “A produção mundial de grãos deverá recuar por conta dos altos estoques de passagens, com isso, poderão ser criadas condições positivas para os preços agropecuários no Brasil”, avaliou a CNA.

“Outro fator que será determinante para os produtores brasileiros é a definição da última safra norte-americana, antes da divulgação da Lei Agrícola Americana, a Farm Bill.”No segundo cenário considerado pela CNA para 2018, se Congresso e Executivo não perderem o foco em relação às reformas, a economia brasileira como um todo pode crescer até 2,5%. Neste caso, a projeção para o PIB/Renda do agronegócio é de 1% no próximo ano.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/noticia/2017/12/globo-rural-cna-ve-boas-perspectivas-para-producao-agropecuaria-em-2018.html

Uma pesquisa realizada em 2017 com prestadores de serviços no mercado da agricultura nos Estados Unidos aponta qual é a rentabilidade (retorno sobre o investimento) das principais técnicas/tecnologias utilizadas na produção agrícola. O Drone/UAV está presente nesta lista onde 20% aponta que a tecnologia já está oferecendo retorno, 27% estão no “breaking even” que é conhecido como ponto de equilíbrio, onde o seu retorno é igual ao seu investimento, 25% ainda não alcançaram o ponto de equilíbrio e 27% não sabem, ou provavelmente não utilizam a tecnologia.

 

Pesquisa completa: http://www.croplife.com/equipment/2017-precision-dealership-survey-making-the-turn-toward-decision-agriculture/

 

Como podemos ver os principais mercados apontam um crescimento neste ano de 2018. De maneira geral o país se recuperou da crise e vários especialistas apontam o ano atual como o ano da virada, onde as coisas vão começar a melhorar. Independente dos resultados do mercado, o mais importante são os seus resultados: você está conseguindo provar a eficiência dos seus serviços? Você está trazendo benefícios claros de fato aos seus clientes?

 

É importante ter em mente que o drone em si é uma tecnologia de aquisição de dados, o mais importante é o que você vai fazer com esses dados. É necessário processá-los, transformá-los em informações e de posse dessas informações solucionar problemas reais no mercado que deseja atuar.

Além disso, você precisa de uma metodologia validada para obter resultados satisfatórios, de maneira geral você precisa conhecer bem o problema do seu cliente, e caso ele já o resolva de alguma maneira você precisa oferecer diferenciais (benefícios) claros para ele decidir apostar em uma nova tecnologia.

 

Nós da DronEng podemos te ajudar a entrar no mercado de Mapeamento Aéreo com Drones. Somos um time de Engenheiros Cartógrafos especialistas em fotogrametria, a ciência por trás do mapeamento aéreo e oferecemos capacitação online e presencial, consultoria e venda dos melhores equipamentos do mercado.

 

Converse com um de nossos especialistas e descubra como podemos ajudá-lo:

 

2 Comentários


  1. Com base na matéria, gostaria de saber qual seria o melhor drone pra iniciar a área de construção cívil. Sobre precificação também.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *