Semana de workshops da Droneng: acompanhe as principais informações das palestras

Tempo de leitura: 5 minutos

A primeira palestra do dia 12/03/19, da semana de workshops da Droneng, apresentado pela graduanda de Engenharia Cartográfica pela UNESP, Sharon Juriaans, foi apresentado aos participantes o tema “Planejamento de voo”.

No início da aula foi exibido aos alunos alguns conceitos básicos, para que assim os participantes pudessem ter o conhecimento necessário antes de fazer o planejamento em si. Algumas definições abordadas foram sobre pixel, GSD, altura de voo, distância focal e considerações das condições climáticas. Um fator tratado na aula, e muito importante, é o fato de sempre estar atento ao clima e também à direção e velocidade do vento.

Por fim, na parte prática da aula, foi realizada a apresentação do planejamento de voo utilizando o dronedeploy, explicando-o tanto diretamente, quanto importando um arquivo KML no aplicativo.

PERGUNTA X RESPOSTA

Abaixo, seguem algumas dúvidas que surgiram entre os alunos durante a aula de ontem.

Francisco Ribeiro de Costa: A imagem gerada pode ser em DNG, que é a imagem raw?

Sharoon: “O formato RAW é recomendado para o sensoriamento remoto, para câmeras multiespectrais, este é é o formato puro da imagem, nesse caso que a gente está trabalhando, o recomendado são imagens RGB, então o recomendado seriam imagens no formato JPEG”.

Rubens Domingos de Oliveira Filho: Se, num caso de áreas grandes, o ideal seria dividir em áreas menores de aproximadamente quantos hectares?

Sharoon: “Então, isso vai depender muito do GSD que você for utilizar. Porque, como eu mencionei, o GSD influencia diretamente na altura de voo, então consequentemente ele vai influenciar na área total que você vai mapear. Mas, isso você consegue simular mesmo no dronedeploy”.

O segundo workshop deste dia, ministrado pela graduanda em Engenharia Cartográfica na UNESP, Allana Pracuccio, teve como tema “Pontos de apoio”. Na palestra foram especificados os dois tipos de apoio que existem, que são os pontos de controle e os pontos de verificação.

Ainda como teoria da aula foi discutido os alvos naturais, que são detalhes já existentes no terreno, e como eles são utilizados. Como exemplo de alvos naturais existem os cantos da faixa de pedestre, demarcações de PARE e cantos de esquina. Já os alvos artificiais, são geralmente utilizados em áreas rurais, exatamente por não ter esse tipo de detalhamento nesses lugares.

Para a distribuição de pontos de apoio não existe uma regra, mas tem um passo a passo para seguir que auxilia a realização da distribuição. Lembrando que, ter muitos pontos de apoio não significa que seu projeto vai ter mais acurácia no fim, o ideal é distribuir de forma homogênea no terreno.

DICAS PARA PONTOS DE APOIO

– Distribuir os pontos nas extremidades da área.

– Distribuir pontos em locais com grandes variações de altitude.

– Distribuir pontos nas sobreposições entre voos.

– Distribuir pontos de forma homogênea no terreno.

– Distribuir pontos de verificação de forma que ele esteja por todo o terreno.

E como saber quando é necessário ou não de pontos de apoio?

Os pontos de apoios são indicados quando o projeto será implementado no terreno, por exemplo, uma divisão de área, criação de uma estrada, implementação de uma ponte, etc. Agora, se o objetivo do projeto for apenas informativo, como, por exemplo, o tamanho da área, ou identificação de regiões amplas (muito comum na agricultura), não é necessário.

PERGUNTA X RESPOSTA

Abaixo, estão algumas perguntas que foram apresentadas durante o workshop.

Felipe Marquez Sobral dos Santos: O receptor RTK Research S+ da Imilda é bom para quem quer começar?

Allana: “Então Felipe, esse é um receptor muito utilizado nos drones, e ele possue frequência L1 que funciona muito bem em linhas de base curtas, como são as dos drones”.

Valdeci Soares: No processo do método PPP, quanto tempo terá que rastrear?

Allana: “Então Valdeci, uma sugestão é que isso vai depender muito, geralmente a gente recomenda de 15 a 30 minutos, mas quanto mais tempo você ficar, melhor vai ser a sua acurácia utilizando esse método”.

PARTICIPAÇÕES

Morador da cidade de São Paulo, Artur Marçal Alexandrino de Oliveira, está participando da semana de workshops da Droneng e contou o que está achando das aulas: “Uma semana de imersão em conteúdos esclarecedores e inteligíveis, network entre iniciantes e profissionais de diversos níveis conectadas entre si, além de muita participação, suporte e parceria da equipe Droneng. Assim eu resumo os Workshops: Topografia com Drones, uma experiência empolgante e motivadora para a minha carreira profissional. Parabéns pela iniciativa família Droneng!”, finaliza.

Alessandro da Silveira, também morador de São Paulo, disse à Droneng que os workshops estão acontecendo acima da expectativa dele. “Geralmente um workshop é mais para entender um conceito, porém nesses estou aprendendo e não só entendendo, o entusiasmo é tanto que ontem mesmo fechei a matrícula para o curso presencial e espero que no curso minhas expectativas sejam superadas também!”, falou Alessandro.

COMUNICAÇÃO

Lembrando que, um grande diferencial da semana de workshops da Droneng foi a interação ao vivo que ela ofereceu aos seus participantes. Os alunos conseguiam, de forma online, enviar perguntas para seus professores e receberem respostas logo em seguida.

SEMANA DE WORKSHOPS

A semana de workshops desde então está disponível na plataforma de cursos da Droneng para acesso.

Clique na imagem abaixo e veja tudo que ela oferece. Não perca tempo e corra lá!

Te esperamos por aqui na Droneng.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *