Drones no Brasil: Análise do mercado e expectativas futuras

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Linha do Tempo – Ascensão dos Drones no mercado de Geotecnologias

Um estudo de impacto divulgado em 2013 pela AUVSI (Associação Internacional de Sistemas de Veículos Não Tripulados) revelou o impacto que os Drones vão causar na economia dos Estados Unidos a partir de 2015, quando serão regulamentados no espaço aéreo americano.

Segundo a pesquisa, o impacto total até 2025 será de 13,2 bilhões de dólares. Nos três primeiros anos este mercado irá gerar uma receita aos estados de 82,1 milhões de dólares, chegando a 482 milhões em 2025. Além disso, serão criados 34 mil empregos nas indústrias e 70 mil novos postos de trabalhos.

No Brasil, não temos um estudo detalhado como este, porém, fazendo um paralelo com os parâmetros apresentados, é possível ter uma ideia deste mercado nas terras tupiniquim. O fato é que a pesquisa demonstra que a agricultura representa 80% deste impacto total! Com base nessa informação, já da para imaginar o tamanho deste mercado no Brasil, não é mesmo?

Uma das maneiras de estudar a propagação de uma tecnologia é através da Lei da Difusão da Inovação, criada em 1962 por Everett Rogers, sociólogo, professor e escritor. Rogers descobriu que os indivíduos dentro de qualquer sociedade podem ser classificados como pertencentes a um dos cinco diferentes perfis de grupos, conforme o tempo que demoram a aderir uma inovação, como ilustrado na imagem a seguir:

drones no brasil
Lei da Difusão da Inovação com uma linha do tempo representando o mercado dos Drones no Brasil

Obs.: Fizemos um paralelo entre a Lei da Difusão da Inovação e a propagação dos drones no mercado brasileiro. Não consideramos nesta análise o período de pesquisa e desenvolvimento que antecede a entrada da tecnologia no mercado.

O primeiro grupo é formado pelos Inovadores e representam uma pequena parcela de 2,5% do mercado. São sempre os primeiros a conhecer e aderir a uma inovação e são responsáveis por apresentar a inovação para uma parcela maior da sociedade. Fazendo uma análise dos Drones no mercado de geotecnologias, podemos definir o período de inovação entre 2012 a 2014, onde gigantes do mercado de geotecnologias já sinalizavam suas apostas: A Trimble, por exemplo, adquiriu em abril de 2012 a Gatewing, startup belga e a Hexagon que anunciou em fevereiro de 2014 a compra da Aibotix, uma startup alemã.

O segundo grupo, formado pelos primeiros adeptos, correspondem a 13,5% do mercado. Este é um grupo reduzido de pessoas com visão de futuro que são em sua maioria líderes de opinião respeitados. A “aprovação” da inovação tem um papel fundamental de “transpor o abismo”, termo usado para denominar o ponto em que a adoção de uma inovação consegue preencher a lacuna que separa os formadores de opinião da grande maioria das pessoas.

Fazendo um paralelo com o mercado dos Drones no Brasil, este período pode ser marcado pelo ano de 2015, onde empresas líderes dos principais segmentos confirmaram suas apostas nesta tecnologia, como é o caso da construtora Tecnisa no setor de construção civil, da AES Tietê no setor de energia, da Eldorado no setor de silvicultura, da Raízen e Guarani no setor de cana-de-açúcar e diversas outras empresas que já estão utilizando os drones em seus negócios.

Outro indicador importante sobre a presença cada vez mais forte dos Drones, é a realização da DroneShow, a primeira feira do setor na América Latina que acontecerá nos dias 28 e 29 de outubro em São Paulo. Este evento, juntamente com a publicação da regulamentação para consulta pública realizada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) em setembro, marcam a consolidação desta tecnologia no Brasil e começa a abrir as portas do mercado para a chegada da maioria inicial.

“Em 2016 ainda iremos vivenciar a fase dos primeiros adeptos, embora em uma quantidade maior”. Há um ponto de abismo entre os primeiros adeptos e a maioria inicial, o ponto principal para o mercado dos drones no brasil superar este abismo é a regulamentação definitiva da tecnologia.

Cerca de 34% das pessoas da população pertence ao grupo chamado de Maioria Inicial. Estas pessoas levam tempo para tomar decisões. Primeiro eles vão observar a experiência dos outros e só irão aderir ao produto depois de verificarem que o produto traz vantagem claras e que se transformou em o novo status quo.

A Maioria Tardia também representa aproximadamente 34% da população e é formada por pessoas que são mais resistentes a mudanças, mas são muito sensíveis a pressão dos seus pares. Eles preferem que as inovações sejam muito bem testadas e amplamente utilizadas antes de se arriscarem a experimentá-las.

Finalmente, o último grupo é denominado Retardatários. Eles representam 16,5% da população, são muitos relutantes a mudar e também podem ser difíceis de serem alcançados por estratégias de marketing, visto que possuem uma pequena exposição aos meios de comunicação, principalmente a internet. Antes de adotá-las, eles tendem a esperar até o momento em que a inovação tenha se tornado comum ou, em alguns casos, nem se quer chegam a aderir.

Uma inovação que representa bem este caminho da inovação e está bem próximo de nós é o WhatsApp. Eu, por exemplo, consigo fazer uma analogia clara com os meus pais, que demoraram em aderir ao smartphone e hoje em dia não saem do celular. Transitando para o meio das geotecnologias, temos o GPS como principal objeto dessa analogia.

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