Mapeamento de corredor: qual a diferença para um projeto convencional?

Tempo de leitura: 4 minutos

O que é um mapeamento de corredor?

Antes de entender o que é um mapeamento de corredor é muito importante estar por dentro do significado de um mapeamento convencional.

Então, vamos lá. Por exemplo, se a gente faz o mapeamento de uma cidade ou de uma área qualquer, geralmente o voo vai ter uma característica específica, na maioria das vezes o polígono de voo será um quadrado ou ele será um retângulo.

Pode-se dizer que essas áreas são mais tranquilas de mapear comparadas com o mapeamento de corredor, isso porque elas possuem várias faixas de voo, várias imagens e faixas sobrepostas e pelo fato de existir muita imagem sobreposta isso quer dizer que uma mesma região está sendo observado por diversas imagens.

Isso acontece diferente de um projeto de mapeamento de corredor.

Então, o que define um projeto de corredor?

Um projeto de corredor é definido por uma área estreita e comprida. Então, geralmente vão existir duas faixas, que é o mínimo para realizar um projeto de corredor. Porém, nós recomendamos que sejam feitas pelo menos no mínimo três faixas , para que você consiga processar as imagens sem muitos problemas.

Isso acontece porque diferente do mapeamento convencional, o mapeamento de corredor tem menos imagens sobrepostas, ou seja, tem menos dados. Então, isso faz com que ele se torne um mapeamento mais complexo para executar.

Quais os primeiros passos para realizar um mapeamento de corredor?

Para garantir maior assertividade na execução de um mapeamento de corredor, recomendamos sempre que o planejamento se inicie pelo Google Earth, onde será possível analisar toda a extensão do local do projeto e o desnível da região para melhor distribuição dos pontos de apoio. 

Após este planejamento e análise inicial da área o projeto pode começar a ser executado com:

  • Escolha dos equipamentos a serem utilizados, como o drone e o receptor GNSS;
  • Coleta dos pontos de apoio;
  • Escolha do GSD necessário para o mapeamento;
  • Planejamento do voo por um aplicativo compatível com o modelo de drone para realização do voo automatizado;
  • Execução do voo;
  • Processamento das imagens e geração de produtos.

O DroneDeploy é um dos aplicativos de voo automatizados que em breve contará com a opção de “corridor flight”, modo de voo específico para este tipo de projeto. Para realizar o planejamento do voo com esta opção, será necessário utilizar uma conta business, ou com 14 dias dias gratuitos. 

Quais os tipos de projetos de um mapeamento de corredor?

Os mais clássicos e usados são:

  • Rodovias;
  • Ferrovias;
  • Linhas de transmissão;
  • Rios.

Ou seja, são projetos estreitos, contínuos e longos.

Qual é a principal dificuldade desse tipo de mapeamento?

A maior dificuldade neste tipo de mapeamento é realizar a junção desses voos e a junção das feições da rodovia. Isso acontece porque naturalmente quando você for fazer esses voos e juntar depois, vão existir desencontros da rodovia ou até mesmo de linhas de transmissão, as quais você vai precisar editar. Outro caso também é que de repente vão ter carros passando (que chamamos de efeito fantasma) e aí também vão ter que ser feitos ajustes nesses detalhes no momento de edição dos produtos.

Então, basicamente, indo direto ao ponto e com objetividade, essas são as maiores dificuldades de um mapeamento de corredor: fazer as junções dos voos e feições.

O que fazer para minimizar esses tipos de erros?

Uma das melhores formas de minimizar esses problemas é utilizando os pontos de apoio. Geralmente, o que a gente indica?

Se você estiver mapeando, por exemplo, uma rodovia mais sinuosa, bem íngreme, com bastante curva, o recomendado é que você coloque 2 pontos de controle a cada 1 km de todos e os pontos de verificação a cada 3 km, nos dois lados da rodovia. Para áreas mais planas com poucas curvas a distância de 1km pode ser de até 2 km.

É importante sempre verificar a variação de altitude durante a distribuição dos pontos de apoio, pois isso irá ajudar bastante na qualidade do projeto. Os pontos de apoio também devem ser evitados ao serem inseridos perto de áreas de mata, por conta das interferências que podem ocorrer durante a coleta das coordenadas por meio do sinal do GNSS. 

É muito importante ter um planejamento bem feito para esse tipo de mapeamento, porque um planejamento bem executado vai fazer com que você economize muito tempo e retrabalho.

Todas essas informações, mais detalhes e exemplos sobre esse assunto você consegue adquirir acessando o nosso curso sobre mapeamento de estradas e linhas de transmissão.

Outra grande oportunidade para você que se interessa por essa área é que os nossos cursos presenciais estão de volta. Nele você terá um sólido embasamento para aplicação das metodologias criadas pela Droneng para projetos como esse.

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