Monitoramento de plantações com drones

Tempo de leitura: 4 minutos

Diante do tempo frio e chuvoso que grande parte do cinturão do milho tem experimentado este ano, torna-se fundamental o monitoramento da germinação e o crescimento do milho.

Nesse sentido, o monitoramento de plantações com drones pode ajudar em decisões como:

Devo replantar uma parcela do meu campo?

Como as plantas estão se desenvolvendo? Tenho omissões ou plantas duplas?

Eu consigo alcançar as metas de plantação da população?

Para sanar essas dúvidas e aplicar esse método de trabalho,  você vai precisar utilizar parâmetros diferentes daqueles  usados para  gerar ortomosaicos.

Aqui está um guia resumido:

  • Monte sua câmera de modo que fique com seu eixo optico para baixo. Veja a figura abaixo para ter um exemplo do que você consegue adquirir.
  • A altitude de voo deve ser de 10 a 20 metros. Recomenda-se que você use um multirotor como o do modelo Enduro. Os modelos com asa fixa podem funcionar, mas pode ser perigoso para voar em baixas altitudes, necessárias para ver as plantas de milho. Além disso, uma asa fixa irá variar em altura durante o voo muito mais do que um multirotor, e o controle de altitude é fator crítico para esta aplicação.
  • Mantenha a velocidade de 12 metros/segundo
  • Faça uma foto a cada 2 segundos ou menos
  • Regulagem ISSO 400
  • Fotos georreferenciadas são uma exigência
  • Sobreposição não é necessária – Isso permitirá que você cubra uma área maior

Atualizações

Aqui está uma lista de alguns problemas de emergência comum que os produtores podem encontrar:

  • Nenhuma semente: Thomison1 disse que pode ser causado por um mau funcionamento do plantador, causado por aves ou roedores. Se um pássaro ou roedor provoca o problema, os sinais de escavação ou de sementes ou plantas estarão perto do local.
  • Coleóptilo ou folheamento subterrâneo: Essas questões podem ser devido à exposição prematura à luz no solo, plantio muito profundo, a compactação do solo ou crostas, ou exposição prolongada a herbicidas acetanilidas, sob condições de chuva. Condições extensivas de solo molhado também podem causar o problema, disse ele.
  • Semente que inchou, mas não brotou: o pouco contato semente-a-solo ou plantio raso pode resultar em uma semente que inchou em seguida, secou. Os produtores devem verificar o sulco da semente no plantio direto.
  • Falhas em associações com mudas descoloridos e malformadas: isso pode ser causado por danos herbicida. Para avaliar o problema, tome nota da profundidade de plantio e dos herbicidas aplicados em comparação com os sintomas de danos, tais como raízes retorcidas, raízes clube ou plantas roxas.
  • Sementes escavadas: Semente de milho com larva ou brocas podem causar esse problema. Nesse caso, deve-se procurar evidências da praga para confirmar.
  • Surgimento desigual: pode ser devido a humidade do solo e variabilidade da temperatura dentro da zona de semente; mau contato da semente com o solo causada por solos ruins, crostas ou plantio raso. A atuação de várias espécies de larvas também podem resultar em surgimento desigual. 

Atualizações 2.0

Eis alguns exemplos de imagens que foram usadas para o trabalho:

1

Imagem adquirida ao longo de um campo de milho emergente no sul do Texas. As plantas de milho estão na fase v1-v2. Nas imagens que você adquirir, será possível identificar facilmente as plantas, como no exemplo de milho nessas imagens.
2

Detecção do crescimento de milho sobre um campo no sul do Texas. As marcações verdes definem locais de plantas de milho identificados. A Agribotix utiliza algoritmos de visão de máquina para reduzir a identificação de falsos positivos.

3

Um exemplo ao longo da plantação de milho do Colorado. Este exemplo mostra o nosso algoritmo de detecção de milho de uso geral que está trabalhando para discriminar o milho a partir de ervas daninhas adjacentes. Estes são promissores resultados que estamos trabalhando para refinar a reduzir falsas detecções.

Amostragem de voo feita por drone no crescimento de milho.

Amostragem de voo feita por drone no crescimento de milho.

1 Ao longo do texto, o autor menciona Thomison como referência dos diagnósticos apresentados, que foram feitos pela Universidade Estadual de Ohio e pela Associação Croplife.

 

Fonte: Agribotix

Tradução e Adaptação: Kívia Mendes

 

Quer entender melhor sobre a ciência que está por trás do mapeamento aéreo com drones? Assista gratuitamente nossa palestra:

 

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2 Comentários


  1. Gostei muito das postagens do site, especialmente essa. O conteúdo do site é muito bom, parabéns para vocês do Droneng. Gostaria de saber se voces podem me sanar uma duvida, O mesmo drone que é utilizado para filmagem (DJI INSPIRE 1) pode ser usado para monitoramento de plantações? Obrigado e continuem assim, vocês vão longe.

    Atenciosamente,
    Guilherme Lionço

    Responder

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