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Mapeamento aéreo com drones: etapas de um projeto

Tempo de leitura: 3 minutos

Nesta matéria eu vou falar um pouco sobre as etapas de um projeto de Aerolevantamento ou projeto de Mapeamento Aéreo. Como todo projeto ele é dividido em etapas e as principais etapas são: Análise do terreno, Planejamento de voo, Execução, Processamento dos Dados e Geração das soluções.

Aqui é o Manoel, eu sou engenheiro cartógrafo e fundador da DronEng, a primeira e maior escola da américa latina de drones aplicados na engenharia.

ETAPAS DE UM PROJETO DE MAPEAMENTO AÉREO COM DRONES

A primeira etapa de análise do terreno consiste em fazer um estudo do terreno, levantando alguns pontos principais como, tamanho, relevo, se é acidentando ou não, pico mais alto e mais baixo, ponto de decolagem, logística até a área, análise da intensidade e direção dos ventos na região, condições meteorológicas, etc…

Na etapa de planejamento de voo, você vai executar o planejamento utilizando algum software específico para esta função de acordo com o modelo de drone utilizado, no caso dos multirotores da linha DJI por exemplo, você vai utilizar algum aplicativo em seu celular ou tablet, sendo os mais populares o Drone Deploy, Pix4DCapture, Dronelink, 3D Survey e diversos outros que você encontra em sua loja de aplicativos.

Após a realização do planejamento você irá executar o voo, nesta etapa consiste basicamente em pegar o seu equipamento e ir até o local e executar o voo.

Algumas recomendações para esta etapa são: faça um check list para você não esquecer nada como por exemplo, carregar as baterias, levar todos os componentes do seu drone, verificar a condição meteorológica no dia e horário do voo, principalmente se neste dia há alguma tempestade solar, um aplicativo legal que você pode usar para isto é o UAV Forecast.

Após a captura dos dados em campo chegou a hora de processar estes dados no escritório, para isto, você irá necessitar de algum software desktop de processamento como por exemplo o Agisoft MetaShape e Pix4DMapper que são os mais populares do mercado, ou utilizar alguma plataforma de processamento online.

Nesta fase será gerada a base cartográfica, que é um conjunto de produtos que contém as informações planimétricas e altimétricas da área sobrevoada.

A partir da base cartográfica são geradas as soluções para o problema inicial proposto, que pode ser um cálculo de área, perímetro, mapas cartográficos, cálculo de volume, planejamento de estradas, linhas de transmissão, saúde da vegetação, desmembramento de áreas, levantamento de falhas do plantio, linhas de colheita e diversas outras.

Este é um ponto importante que você deve saber, o Drone não é o fim, ele é o meio, ou seja, ele é uma ferramenta para você solucionar determinado problema de um determinado mercado, por exemplo, um agrônomo vai utilizar o drone para fazer a gestão estratégica dos plantios, um engenheiro civil vai utilizar para gerar a topografia do terreno e acompanhar a evolução da obra, entre outras aplicações…

Bom pessoal então é isso, espero que vocês tenham gostado deste conteúdo, até a próxima!


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2 Comentários


  1. Em uma área muita acidentada com um declive muito forte, já vi que é indicado realizar a subdivisão do voo, a altura de voo (por 120m) em relação ao solo tem que ser igual para a área inteira ou seja nas partes mais baixas o drone vai voar em uma altitude mais baixa que nas mais altas mas mantendo os 120 m em relação ao solo?

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    1. Olá Kesley, tudo bem?
      A altura de voo estipulada no aplicativo de voo é calculada com relação ao ponto home. Portanto, ela só irá se alterar por conta da variação do terreno. Por conta disso, o GSD também irá mudar. Então é importante que em múltiplos voos tenha áreas de sobreposição para que durante o processamento o software faça uma média do GSD defino nos voos mantendo uma boa qualidade do projeto.
      Abraços, suporte técnico.

      Responder

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