5 dicas para pós-processamento de pontos de apoio

Tempo de leitura: 4 minutos

Quando falamos em fotogrametria a primeira coisa que vem à cabeça são as fotos, os mosaicos, o voo….. E as coordenadas dos pontos de apoio, para que servem? Essas coordenadas influenciam diretamente o resultado do seu produto, pois é a partir delas que é feita a fototriangulação.

Existem duas formas de coletar os pontos de apoio, você pode utilizar um receptor RTK (Real Time Kinematic ou Posicionamento Cinemático em Tempo Real) onde o processamento dos pontos ocorre em tempo real, ou utilizando o método pós-processado onde os pontos são coletados em campo e processados no escritório utilizando uma estação RBMC (Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo), neste artigos iramos abordar sobre o método pós-processado.

Caso tenha dúvidas quanto à RBMC acesse o site do IBGE.

No mercado os programas mais utilizados para realizar o pós-processamento dos pontos coletados são: Topcon Tools e GNSS Solutions. O primeiro você consegue baixar a versão “demo” no próprio site da Topcon onde é possível processar até 5 pontos simultâneos, já o segundo só existe a versão paga.

Como tudo é prática, vou dar algumas dicas que aprendi processando os pontos no dia-a-dia do meu trabalho.

  • Distâncias menores que 100 Km use apenas uma RBMC. Uma dica muito importante e que faz toda a diferença no processamento é saber qual a distância que a RBMC está do ponto. Você pode fazer isso usando o próprio Topcon Tools.

 

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Em todas as referencias que encontramos e que estudamos é sempre informado que devemos usar dois pontos de controle, isso se justifica até mesmo para ocorrer o ajustamento das observações. Porem caso essa distância seja menor que 100 km, pode usar apenas um ponto de controle. Por mais que o programa não realize o ajustamento, a coordenada calculada será mais precisa, pois se os vetores que ligam os pontos estiverem com distancias muito diferentes, o triangulo formado fica com os lados irregulares prejudicando o resultado final das coordenadas.

  • Use uma base em campo como ponto de controle. Quando for georreferenciar mais de dois pontos, outra dica é deixar uma base fixa coletando enquanto outro equipamento faz o rastreio dos demais pontos. Ao calcular use apenas a base que ficou mais tempo coletando para processar com a RBMC, depois use essa base como ponto de controle para processar os outros pontos. Além de diminuir o tempo em campo também diminui os erros no processamento.

 

  • Verifique a qualidade dos sinais dos satélites e máscara de elevação. A pior parte do processamento é você fazer tudo certo em campo e no processamento seus vetores ficarem vermelhos, isto é, não ficaram bons. Para melhorar seu processamento e não precisar voltar a campo existem algumas alternativas:

 

  • Você pode analisar os satélites. Existe um recurso para visualizar os satélites de cada ponto individualmente, com isso você pode deixar inativos os satélites que não ficaram bons;

 

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  • Outra opção é aumentar o valor da mascara de elevação, assim você também elimina os satélites com mais ruídos.

 

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  • Não use a altitude ortometrica da RBMC. O correto é processar com a altitude elipsoidal e depois de processados transformar a cota em ortometrica usando o Mapgeo – IBGE ou outro programa de sua confiança. Caso queira mais precisão, faça um nivelamento geométrico a partir de uma RN – Referência de Nível do IBGE passando pelos pontos de apoio.

 

  • Não se esqueça de anotar o modelo do GPS usado para coleta. Essa informação vai ser solicitada no tipo de antena e isso interfere diretamente na altitude dos pontos.

 

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Essas são algumas dicas rápidas que ajudam na hora de realizar o pós-processamento dos dados. Além dessas dicas é possível estabelecer alguns critérios quanto à escolha dos pontos em campo:

  • O ponto escolhido deve estar em local que não possua obstáculo que impeça aquisição dos sinais transmitidos pelos satélites ou que reflita o sinal e

 

  • Sempre deixe o ponto que foi medido materializado no terreno para possível conferência ou futura utilização.

 

Espero que essas dicas sejam úteis para você! Caso tenha alguma dúvida ou alguma sugestão de tema deixe um comentário abaixo.

Por: Silvia Maria Ferreira

Engenheira Cartógrafa | Gerente de Projetos

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4 Comentários


  1. Olá,

    Se houver um sistema unificado, isto é, que a correção do dado posicional do GPS seja feita tanto pela solução RTK quanto pela PPK, isto eliminaria a necessidade da coleta de pontos de controle para um mapeamento com drone?

    Obrigado.

    Responder

    1. Olá Guilherme, tudo bem?

      Através de um olhar técnico não achamos correto esse termo de “eliminar a necessidade”, pois, pra você validar a qualidade do seu projeto, você precisa de pontos de verificação, ou seja, é necessários alguns pontos distribuído na área para atestar a discrepância entre a medição feita por um receptor geodésico de alta precisão em solo e a medição feita na sua imagem. Além disso, o RTK/PPK melhora sim a qualidade posicional, mas essa correção é feita por meio de comunicação via rádio frequência e é comum haver falhas de comunicação, é possível eliminar a necessidade em projetos específicos onde a acurácia necessária seja baixa te dando a segurança que mesmo com altos erros eles sejam aceitáveis, agora em projetos que exigem alta acurácia posicional não elimina.

      Espero ter sanado sua dúvida, qualquer coisa deixe mais comentários abaixo.

      Responder

  2. Bom dia. Muito boa suas dicas… Tenho uma dúvida a respeito do processamento. Utilizando um GPS rtk… Os pontos que forem retirados flutuantes(que necessitam processamento) eu preciso usar rbmc pra corrigir a base? E na hora de processar os pontos é necessário adicionar rbmc ou deixo somente a base?

    Responder

    1. Bom dia Luiz, tudo bem?

      A base usada no levantamento gnss precisar ser processada e ajustada em relação a um rbmc, com base ajustada você precisa processar os pontos rastreados pelo equipamento rover.

      Abraço!

      Responder

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